Eis a nossa observação:
Esse shopping em questão, por ser próximo ao metrô Barra Funda atraí um público que não tem um poder aquisitivo alto. Quem frequenta esse shopping na maioria das vezes, são estudantes das Universidades próximas, trabalhadores da região, entre outros. As vestimentas são simples, jeans, tênis, camiseta, tudo muito confortável. Não há lojas muito chiques, são lojas mais populares, e observamos que as pessoas que frequentam esse ambiente se preocupam mais em ter e não ser, dentro da ideologia capitalista, idolatrando marcas. Não se preocupam por exemplo em ler, pois a livraria existente nesse Shopping estava vazia, e nas vitrines estavam livros mais populares, como o do Padre Marcelo Rossi, ou Kamasutra, ou livros direcionados para jovens, onde o objetivo é alienar e não de fato informar. As lojas mais caras estavam vazias, e lojas populares.
O acesso ao Shopping é tanto para clientes, que detém o poder aquisitivo para consumir as mercadorias em exposição tanto para funcionários do Shopping, ao sentarmos na praça de alimentação para fazermos nossas anotações fomos "expulsos" pelos seguranças, tivemos que consumir algo para que pudéssemos ficar sentados e fazendo nossas anotações. Portanto o acesso não é livre, o acesso é para compradores e funcionários apenas.
Agora, cada um de nós do grupo fez análise das seguintes lojas.
Loja Camicado
A empresa é repartida em setores, cada departamento foca
atingir um nível diferente. A Loja que fica no Shopping West Plaza tem como
objetivo vender presentes finos, tanto para casamento como para decorar a casa.
Ideologia: hiperconsumismo e capitalismo, produtos caros e
que não podem ser comprados por qualquer cliente, é direcionado para a classe
A, B e talvez a C. O valor está no ter e não no ser.
Elementos verbais: marcas e preços
Elementos não verbais: decoração e postura dos funcionários.
Há também um serviço de lista de casamento, para os noivos
não ganharem presentes repetidos, e os noivos escolhem seus presentes.
Playarte
O cinema do Shopping só divulga filmes da produtora
Playarte.
Público Alvo: pessoas que gostam da sétima arte, porém, os
filmes que estão em cartaz não são filmes de alta cultura.
Ideologia: capitalismo, hiperconsumo e alienação.
Como sempre filmes intelectualizados não são valorizados
neste espaço.
O ambiente é aconchegante e oferece alimentos nada
nutritivos, pipocas cheias de manteiga, refrigerantes, chocolates e afins.
Elementos verbais: Título do filme e horário. Propaganda do
patrocínio e das bandeiras de crédito.
Elementos não verbais: Pôsteres dos filmes
Valor aquisitivo: O ingresso é caro, não facilitando assim o
acesso a todos, a classe D dificilmente tem condições de arcar com esse custo.
Uluwatu
Na vitrine como elemento verbal consta apenas o nome da loja
e preços.
A comunicação é mais não verbal, é repleta de manequins
musculosos vestindo moletons e camisetas de marcas do mundo jovem (surf e
skate), trazendo a sensação de estar em um ambiente de esportes radicais, com
pranchas e skates de diversas cores e tamanhos expostos nas vitrines.
O público alvo são jovens, crianças, patricantes de
esportes, e adultos que querem passar uma imagem de que são radicais e podem
pagar pelas roupas, as vestimentas expostas são caras e os tênis também.
Ideologia capitalista, do hiperconsumo, do ter.
Restaurante Divino Fogão
Elementos verbais: slogan da Brahma e demais cervejas.
Ambiente aconchegante trazendo a sensação de estar em uma
cozinha realmente típica da fazenda. Comida por quilo, os alimentos estão
armazenados em cumbucas de barro simulando panelas para fogão a lenha. Tanto
seu interior quanto a fachada tem a decoração rústica. Atendimento self
service, porém tem diversos funcionários a sua disposição. Pratos variados e
diversas sobremesas.
Valor: custo médio, mas para o público que frequenta o
shopping transforma-se em custo alto, pois observamos por alguns minutos e
notamos que a grande maioria das pessoas optavam por lanchonetes com valores
mais reduzidos.
Ideologia capitalista, do conforto, do hiperconsumo.
Loja Fast Shop
Elementos verbais: especificações técnicas, marcas dos
produtos expostos nas vitrines.
Só há nessa loja as marcas mais modernas e conhecidas, como
Sansung, LG, Sony, Brastemp, Eletrolux, Apple, entre outras.
Elementos não verbais: lojas com acessórios, produtos de
última geração.
Vendedores prestativos, de prontidão na porta, inclusive
entramos e fomos atendidos em menos de 3 segundos, com cordialidade.
Valores ideológicos: a loja Fast Shop é direcionada para o
público A e B, mostra ideologias capitalistas, onde prevalecem os produtos com
maior valor de capital, e dessa forma incentiva o hiperconsumismo tecnológico.
Acesso: não é qualquer pessoa que tem acesso a comprar na
loja Fast Shop, pois, a loja em si já dá a impressão de ser "cara", e
exclui as pessoas com menor poder aquisitivo. Não é como as Casas Bahia por
exemplo, que é mais popular, e facilita o pagamento em até 36 vezes no boleto,
a Fast Shop, só parcela no cartão de crédito no máximo em 10 vezes, dependendo
do produto.
A propaganda contém pessoas "brancas", geralmente
loiras, em contato com a tecnologia, dando a sensação de prazer ao utilizar os
produtos.
O ambiente é bonito, com iluminação diferenciada, e contém
pequenos ambientes em formas de sala, com televisores grandes, e sofás, tudo é
organizado de forma esteticamente bonita e bem projetada.
Saraiva
A Livraria Saraiva consolidou uma reputação respeitosa na cidade de São Paulo, e garantiu um posicionamento estratégico e inteligente no shopping, estando entre os blocos A e B, possuindo uma ampla vitrine, repleta de diversos itens, de livros e revistas à jogos e filmes, que podem ser vistos facilmente ao fazer a passagem para qualquer um dos blocos, porém, isso não garantiu que a loja estivesse movimentada quando fomos visitá-la.
Boa parte da frequência do shopping não possui uma alçada alta o suficiente para consumir os produtos disponibilizados pela loja. As poucas pessoas que visitaram o local, folheavam alguma revista ou DVD e saíam em seguida. Um fato curioso é que o público elitizado ignorava o local, passando sem ao menos olhar.
Os elementos verbais da loja são simples: apenas o nome “Saraiva”, o preço dos itens em destaque e a divisão de sessões. Já os elementos não verbais transbordam o local, com uma divisão explícita e nada proporcional entre livros, revistas, filmes, CDs e jogos. A sessão de livros não ocupa nem metade do local e sua variedade é pífia: 50% de Best-Sellers, 25% de auto-ajuda, 10% de dicionários e os outros 15% em livros infantis. Já a sessão de filmes/séries é relativamente rica, possuindo as mais novas e aclamadas produções, além de clássicos e shows, nas mídias DVD ou Blue-Ray. A sessão de games também é vasta comparada a de livros: diversos jogos para diferentes plataformas, além de acessórios.
Ao sairmos da loja, ficamos com uma pequena dúvida: “Isso não deveria ser uma livraria?”
Loja Hits
Loja destinada às mulheres, de classe média, com um padrão de corpo que a sociedade impõe (magras).
Vende-se biquínis, e outros tipos de roupas femininas,como pijamas e roupas intimas, não oferece suporte para as mulheres menos magras. Preços fora dos padrões, justamente por terem essa forma de seleção de público alvo. Na vitrine da loja mostra as promoções e descontos de até 70% para as mulheres.
Eis o nosso ponto de vista! Deixem seus comentários.
Aline, César, Mari, Michelle, Renata e Vini.





